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Presbiopia e soluções

Presbiopia e soluções

15/11/2018

A correção óptica da presbiopia e suas alternativas

 

Segundo a OMS atualmente existem cerca de 1,1 bilhão de pessoas com deficiência de visão para perto

 

Epidemia de miopia? Sim, a situação é preocupante, principalmente em certos países do Oriente e, além disso, o aumento do número de casos vem crescendo exponencialmente em todo o mundo! Retinopatia diabética? Sem dúvida que merece a maior atenção, já que o diabetes vem sendo classificado como a peste do século XXI! Porém, um exame mais minucioso da epidemiologia das doenças e problemas oculares revela que a presbiopia tem um papel relevante.

A dificuldade para enxergar de perto provocada pela perda de flexibilidade do cristalino e pelo progressivo relaxamento do músculo ciliar é um dos primeiros e mais visíveis sintomas do processo de envelhecimento humano e, por esta razão, além do desconforto físico causa também certo desalento psicológico em grande número de pessoas.

Citando dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o professor associado do Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da USP, Milton Ruiz Alves, afirma que atualmente existem cerca de 1,1 bilhão de pessoas com deficiência de visão para perto, número mais de quatro vezes maior às aproximadamente 237 milhões que apresentam deficiência de visão para médias e longas distâncias. Os mesmos dados indicam que entre cinco e dez anos esta cifra vai chegar a dois bilhões de pessoas que sentirão dificuldade ou impossibilidade de olhar os aplicativos de seus celulares, ler jornais e revistas e realizar um sem-número de ações cotidianas sem algum tipo de correção óptica.

E são quatro as vertentes utilizadas pelos especialistas para a correção óptica da presbiopia: os óculos, lentes de contato, cirurgia refrativa e implante de lente intraocular, cada uma das quais com vantagens e desvantagens peculiares e a adoção de cada uma delas depende das condições do paciente, de seus interesses e exigências, do raciocínio médico e da relação do profissional com quem procura seus serviços.

 

Mais simples e difundido

"A solução mais convencional, mais popular, mais difundida é a correção da presbiopia com óculos. Para as pessoas que já usam óculos, será uma adição de grau para que o foco para visão de perto seja ajustado. A maioria das pessoas se adapta perfeitamente bem a esta situação, mesmo aquelas que nunca usaram óculos".

 

Monovisão ou visão balanceada

Mesmo concordando que a solução óptica mais usual para a presbiopia seja a prescrição de óculos, o uso de lentes de contato para corrigir sua presbiopia é utilizar o que ela chama de visão balanceada, ou monovisão, que consiste em usar uma lente com foco para longe, no olho dominante, e uma lente com foco para perto no olho contralateral.

         A visão balanceada é a solução mais usual para quem não quer usar óculos e tem capacidade para usar lentes de contato. A maioria dos médicos oftalmologistas domina perfeitamente esta técnica e os cálculos necessários para sua implementação. Em termos ópticos, perde-se um pouco da percepção de profundidade e de contraste, perda essa que é perfeitamente assimilável pela maioria dos usuários, que ficam satisfeitos com a solução encontrada para não usar os óculos.

 

Cirurgias

"Existem basicamente duas modalidades cirúrgicas para esse tipo de correção: modelagem da córnea e colocação de lentes intraoculares.

As indicações e contraindicações estão diretamente relacionadas ao tipo de cirurgia prescrita e que as intervenções na córnea em pacientes portadores ou que pela idade podem vir a desenvolver catarata devem ser evitadas. Nestes casos, recomenda implantes de lentes intraoculares multifocais, lentes de foco estendido ou utilizar a técnica de monovisão utilizando lentes monofocais.

Se o paciente for présbita jovem (45 anos), com miopia baixa, fazemos o teste de monovisão com lentes de contato e somente operamos o olho dominante, deixando o míope para a visão de perto. Já para os portadores de maior grau de miopia, é recomendável corrigir os dois olhos, deixando uma miopia de aproximadamente -1,75 dioptrias no olho não dominante. Da mesma forma, nos portadores de hipermetropia, dependendo da idade, recomendamos a operação nos dois olhos, provocando a hipercorreção no olho não dominante para produzir miopia entre -1,- a -1,75 dioptrias. Finalmente, nos emétropes, a correção cirúrgica é feita somente no olho que ficará com a visão para perto, mantendo a boa visão para longe do olho dominante, explicou.

Por fim, esclarecemos que os pacientes portadores de catarata, de ametropias e presbiopia, com idade superior a 50 anos, têm a opção de realizar a cirurgia de catarata com utilização de lentes especiais que corrijam seus problemas e também a presbiopia. A cirurgia, nestes casos, pode induzir à monovisão com lentes intraoculares monofocais, ou utilizar lentes multifocais, lentes de foco estendido, trifocais ou ainda associações delas.

"Nesses casos, como a tolerância para variações biométricas é pequena, o cirurgião deve utilizar todos os recursos disponíveis para evitar surpresas refracionais no pós-operatório. Além da biometria por interferometria, o cirurgião deve fazer a análise da refração e das eventuais aberrações, proporcionando mais segurança na análise refracional intracirúrgica e final ao paciente. Por fim, é muito importante saber ouvir o paciente, entender suas necessidades e fornecer todas as informações para que ele possa decidir sobre as melhores opções para a correção da presbiopia.

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